A polícia interrompeu a cerimônia e apreendeu as alianças e outros objetos não especificados
A polícia precisou evitar o linchamento de 11
pessoas na véspera de Natal no Senegal por “suspeita de
homossexualidade”. A tentativa de violência aconteceu enquanto eles se
direcionavam ao tribunal de Justiça. Eles foram libertados nessa
terça-feira (29).
O Código Penal do Senegal prevê penas de prisão
efetiva até cinco anos e multas até US$ 3 mil para quem concretizar
"atos impróprios ou antinaturais com uma pessoa do mesmo sexo".
Segundo a agência senegalesa APS, um tribunal de Kaolack decidiu libertar os detidos devido a insuficiência de provas.
Ao
sair do tribunal, os detidos foram alvos de insultos de uma pequena
multidão. Eles estavam em dois veículos da polícia e sob forte escolta,
que receberam pedradas dos manifestantes.
Em outubro, o presidente senegalês, Macky Sall, opôs-se novamente à despenalização da homossexualidade no Senegal.
"Em
nome de que devemos pensar que a homossexualidade foi despenalizada [em
alguns países] deve ser também despenalizada aqui [no Senegal]. É
alguma lei universal? É preciso respeitar o direito de cada povo definir
a sua própria legislação", disse então Macky Sall, sem adiantar
pormenores sobre as razões subjacentes à decisão.
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